segunda-feira, 28 de abril de 2014

A união das vontades humanas com a vontade de Deus



Atualmente ouvimos um grito forte que ecoa da humanidade: o grito por união. União entre pais e filhos, união entre irmãos, união entre cônjuges, união entre amigos, união no trabalho, união nas comunidades... Falta algo significativo para que a verdadeira união se estabeleça a partir do coração, brotar de dentro. Porém, como acontece em todos os caminhos a serem trilhados, no caminho para a união também precisaremos respeitar o processo próprio, a respeito do qual daremos umas dicas:
A união de vontades: desejar alcançar os mesmos fins para chegar ao Único Fim. Por que divergimos tanto nas vontades? Não deveríamos desejar sempre unicamente os meios que nos levam ao Fim que almejamos?
Se assim fosse, não haveria brigas e contendas ou competições a fim que prevaleçam os próprios anseios pessoais, haveria mais concordância e diálogo. Todas as vezes em que colocamos em foco nossos pequenos desejos, perdemos de vista o grande objetivo comum: o amar e ser amado.
É certo que em nossa época pós-moderna, uma grande maioria é formada para não perder. Ganhar e ganhar sempre é a grande ambição de muitos. Ganhar o que pede o próprio egoísmo, própria ganância. Enquanto isso a solidariedade, a justiça vão perdendo seu lugar na relação. E assim, se não há união pelo mesmo bem comum, é impossível que haja amor.

Ajuda-nos, nesta reflexão, tomar as palavras de São Francisco de Assis, com o intuito de, com ele, aprendermos, na atitude de despojamento de nós mesmos, não vivermos, senão para amar por primeiro, perdoar por primeiro, dar-se, enfim, compreender... por primeiro.