segunda-feira, 29 de abril de 2013

A UNIÃO DE VONTADES COMO EXPRESSÃO DO AMOR


“No fundo de qualquer desejo nosso, existe um único e insuprimível desejo: amar a Deus de tal maneira que nos unamos a Ele, porque é para o jardim da União Perfeita que voa a nossa senda” (Girdano Cabra, p.34).


Atualmente ouvimos um grito forte que ecoa da humanidade: o grito por união. União entre pais e filhos, união entre irmãos, união entre cônjuges, união entre amigos, união no trabalho, união nas comunidades... Falta algo significativo para que a verdadeira união se estabeleça a partir do coração, brotar de dentro. Porém, como acontece em todos os caminhos a serem trilhados, no caminho para a união também precisaremos respeitar o processo próprio, a respeito do qual daremos umas dicas:
A união de vontades: desejar alcançar os mesmos fins para chegar ao Único Fim. Por que divergimos tanto nas vontades? Não deveríamos desejar sempre unicamente os meios que nos levam ao Fim que almejamos?
Se assim fosse, não haveria brigas e contendas ou competições a fim que prevaleçam os próprios anseios pessoais, haveria mais concordância e diálogo. Todas as vezes em que colocamos em foco nossos pequenos desejos, perdemos de vista o grande objetivo comum: o amar e ser amado.
É certo que em nossa época pós-moderna, uma grande maioria é formada para não perder. Ganhar e ganhar sempre é a grande ambição de muitos. Ganhar o que pede o próprio egoísmo, própria ganância. Enquanto isso a solidariedade, a justiça vão perdendo seu lugar na relação. E assim, se não há união pelo mesmo bem comum, é impossível que haja amor.

sábado, 27 de abril de 2013

A NOSSA VONTADE, NA VONTADE DE DEUS!




Não o meu, mas o vosso caminho, Senhor!

Não a minha, mas a vossa vontade, Senhor!

Olhar na direção que me orientas,

Deixar-me conduzir.

Conquistar o prêmio que tens pra mim já nesta vida;

Esforçar-me para empreender

um caminho ascético e sacrifical amorosamente;

Vivenciar dia após dia o amor que já me foi presenteado;

Pois sem olhar e sentir com amor a mim,

às pessoas, a natureza... e tudo que me deste,

não viverei, nem experienciarei o sobrenatural, já aqui,

como é teu desejo: ter olhar e atitudes de amor

 para com tudo e todos.

O teu amor, Senhor. Me leva a amar. O teu amor, me ajuda a sair de
 mim e caminhar em direção ao próximo, em atitude de serviço, atitude de doação, doação amorosa.

domingo, 21 de abril de 2013

O BOM PASTOR



Este fragmento de um sarcófago do séc. III ilustra a bela oração da "Ovelha Perdida", do mesmo período:

«Vem, Senhor Jesus, vem buscar o teu servo, 
vem procurar a ovelhinha cansada, 
vem, pastor […]. 
Vem se necessitar de ajuda, sem se fazer anunciar; 
faz muito tempo que espera tua vinda. 
Sei que virás, porque “não esqueci tua vontade”. 
Vem sem bastão, mas só com teu amor e o teu espírito de doçura. 
Não hesites em deixar sobre os montes as tuas noventa e nove ovelhas, porque aquelas que estão sobre os montes 
não podem ser atacadas pelos lobos ferozes; 
no paraíso, a serpente pode machucar somente uma vez […]. 
Vem até mim, 
que sou assediado pelos ataques dos perigosos lobos. 
Vem até mim que, expulso do paraíso, 
estou ferido de mordidas e venenos da serpente,
e me perdi longe de teu rebanho, que está lá em cima. 
Também me tinhas colocado lá em cima, 
mas os lobos da noite me afastaram do redil. 
Vem procurar-me, porque eu te procuro; 
encontra-me, toma-me e leva-me […]. 
Vem, pois buscar a tua ovelha, 
não mandes os teus servos, 
não envies teus mercenários; 
vem tu mesmo […]! 
Toma-me nesta carne que é caída em Adão […]. 
Leva-me sobre a tua cruz, 
que é a salvação dos errantes, 
o único repouso dos fatigados, 
pela qual todos os que morrem viverão» 
Oração de Sto Ambrósio
Origem:  www.livroquadrado.blogspot.com
Vem, Senhor Jesus, vem buscar o teu servo, 
vem procurar a ovelhinha cansada,
vem, pastor […].
Vem se necessitar de ajuda, sem se fazer anunciar;
faz muito tempo que espera tua vinda.
Sei que virás, porque “não esqueci tua vontade”.
Vem sem bastão, mas só com teu amor e o teu espírito de doçura.
Não hesites em deixar sobre os montes as tuas noventa e nove ovelhas, porque aquelas que estão sobre os montes
não podem ser atacadas pelos lobos ferozes;
no paraíso, a serpente pode machucar somente uma vez […].
Vem até mim,
que sou assediado pelos ataques dos perigosos lobos.
Vem até mim que, expulso do paraíso,
estou ferido de mordidas e venenos da serpente,
e me perdi longe de teu rebanho, que está lá em cima.
Também me tinhas colocado lá em cima,
mas os lobos da noite me afastaram do redil.
Vem procurar-me, porque eu te procuro;
encontra-me, toma-me e leva-me […].
Vem, pois buscar a tua ovelha,
não mandes os teus servos,
não envies teus mercenários;
vem tu mesmo […]!
Toma-me nesta carne que é caída em Adão […].
Leva-me sobre a tua cruz,
que é a salvação dos errantes,
o único repouso dos fatigados,
pela qual todos os que morrem viverão» 

Oração de Sto Ambrósio

quarta-feira, 17 de abril de 2013

BOM TEMPO PASCAL!


Queridos e queridas leitores e leitoras, abaixo, trechos da HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO, Na Vigília Pascal. Suas palavras refletem, sem dúvida a espiritualidade de Santo Inácio de Loiola, sobretudo, quando convida-nos "a fazer memória", dos passos de Jesus e recebermos dele a alegria, a força e o empenho para bem viver nossa Missão. Boa leitura! Abençoado tempo Pascal!


"Frequentemente mete-nos medo a novidade, incluindo a novidade que Deus nos traz, a novidade que Deus nos pede. Fazemos como os apóstolos, no Evangelho: muitas vezes preferimos manter as nossas seguranças, parar junto de um túmulo com o pensamento num defunto que, no fim de contas, vive só na memória da história, como as grandes figuras do passado. Tememos as surpresas de Deus. Queridos irmãos e irmãs, na nossa vida, temos medo das surpresas de Deus! Ele não cessa de nos surpreender! O Senhor é assim.
Irmãos e irmãs, não nos fechemos à novidade que Deus quer trazer à nossa vida! Muitas vezes sucede que nos sentimos cansados, desiludidos, tristes, sentimos o peso dos nossos pecados, pensamos que não conseguimos? Não nos fechemos em nós mesmos, não percamos a confiança, não nos demos jamais por vencidos: não há situações que Deus não possa mudar; não há pecado que não possa perdoar, se nos abrirmos a Ele."


"Jesus não é um morto, ressuscitou, é o Vivente! Não regressou simplesmente à vida, mas é a própria vida, porque é o Filho de Deus, que é o Vivente (cf. Nm 14, 21-28; Dt 5, 26, Js 3, 10). Jesus já não está no passado, mas vive no presente e lança-Se para o futuro; Jesus é o «hoje» eterno de Deus. Assim se apresenta a novidade de Deus diante dos olhos das mulheres, dos discípulos, de todos nós: a vitória sobre o pecado, sobre o mal, sobre a morte, sobre tudo o que oprime a vida e lhe dá um rosto menos humano. E isto é uma mensagem dirigida a mim, a ti, amada irmã, a ti amado irmão. Quantas vezes precisamos que o Amor nos diga: Porque buscais o Vivente entre os mortos? Os problemas, as preocupações de todos os dias tendem a fechar-nos em nós mesmos, na tristeza, na amargura… e aí está a morte. Não procuremos aí o Vivente! Aceita então que Jesus Ressuscitado entre na tua vida, acolhe-O como amigo, com confiança: Ele é a vida! Se até agora estiveste longe d’Ele, basta que faças um pequeno passo e Ele te acolherá de braços abertos. Se és indiferente, aceita arriscar: não ficarás desiludido. Se te parece difícil segui-Lo, não tenhas medo, entrega-te a Ele, podes estar seguro de que Ele está perto de ti, está contigo e dar-te-á a paz que procuras e a força para viver como Ele quer."

"Este é o convite a fazer memória do encontro com Jesus, das suas palavras, dos seus gestos, da sua vida; e é precisamente este recordar amorosamente a experiência com o Mestre que faz as mulheres superarem todo o medo e levarem o anúncio da Ressurreição aos Apóstolos e a todos os restantes (cf. Lc 24, 9). Fazer memória daquilo que Deus fez e continua a fazer por mim, por nós, fazer memória do caminho percorrido; e isto abre de par em par o coração à esperança para o futuro. Aprendamos a fazer memória daquilo que Deus fez na nossa vida."